Catarina Morais

SERENDIPITY



Fui à praia no outro dia e acabei a almoçar no Serendipity, criado por um amigo meu com mais duas colegas, é o que eles chamam “a primeira marca de nice cream bowls em Portugal”. É perto da praia por isso é duplamente bom. Eu comi uma taça chamada ‘Crazy in love’ que continha frutos silvestres, beterraba, caju, açaí e granola.

Estou a adorar estes dias de Verão, e ainda agora começou! Como está a ser o vosso?

I went to the beach the other day and ended up lunching in Serendipity, created by a friend of mine and two more colleagues, it’s what they call “the first nice cream bowl brand in Portugal”. It’s near the beach so it’s good times two. I ate a bowl called ‘Crazy in love’ that contained wild fruits, beet, cashew, açaí and granola.

I’m loving these Summer days, and it just started now! How is being yours?

JE T’AIME, PORTUGAL!

 O DIA EM QUE O PAÍS PAROU 

SOMOS CAMPEÕES EUROPEUS! Que orgulho! Não se trata só de futebol, trata-se de provar ao mundo que Portugal não é um país tão pequeno quanto parece. Por aquele hino que me faz chorar, pela força com que lutaram contra todas as adversidades, pela forma como sentiram cada vitória – Muito obrigada por esta alegria.

Termino com o que considero ser o resumo do trabalho árduo e humilde de todos estes jogadores que tão bem nos representaram e tanta alegria trouxeram a este país (retirado de euro2016.expresso.pt).
“A saída do Ronaldo mostrou que Portugal foi a melhor seleção deste Europeu, porque por equipa se supõe coletivo e não houve nenhuma outra que se sacrificasse e sofresse coletivamente como esta, correndo bem ou mal, decidindo bem e mal, defendendo com todos, atacando com os possíveis, com os jogadores armadilhados e presos por arames mas movidos com uma convicção que terá raiz no Além.
Hoje vi o João Mário a fazer sprints quando o relógio já aconselhava a banhos e massagens; o Nani a defender como o Cédric; o José Fonte a assumir-se como patrão de uma defesa à qual chegou como quarta opção; o Pepe renascer das cinzas e das dúvidas; o Patrício a justificar aquilo que o sportinguistas dizem dele (que é um Santo); o Adrien a agarrar-se ao Pogba e ao Matuidi sabendo que perderia mais do que ganhava, porque as leis da física são implacáveis; o Renato a disparatar mas a nunca desistir e a levar uma palmada do Fernando Santos como um pai e um filho; o Quaresma a tentar voar porque agora tem uma pena na cabeça; o Éder a marcar um golo como o Nuno Gomes contra a Espanha no Euro 2004; e o Ronaldo a dar ordens e bitaites junto à linha, como se fosse um ex-jogador transformado num adjunto ou um veterano de guerra com um joelho enfaixado e uma perna coxa. (…)”

O meu coração está cheio.